quarta-feira, 15 de junho de 2011

Tecnicamente, como vai seu inglês?

Não é de hoje que as pessoas sabem o quanto saber falar mais de um idioma, com destaque ao inglês, é fundamental para um bom profissional e está cada vez mais sendo pré-requisito para que se consiga vaga em qualquer empresa não só na área de Engenharia como em inúmeras outras.
Dessa maneira, não era de se duvidar que o número de cursos de inglês oferecidos aumentaria consideravelmente, fruto da atual demanda. No entanto, muitas vezes nos deparamos com escolas de línguas com objetivos bem distintos.
Um primeiro grupo seria composto pelas escolas que formam turistas, nas quais o aluno tem a possibilidade de aprender a se virar no estrangeiro comendo hot dog e hamburger...
Em outro grupo, teríamos aquelas que formam bons falantes da língua, os quais conseguem abranger, em suas conversações, a maioria dos assuntos sem que lhes falte vocabulário. Sendo tal grupo, o mais numeroso dos três.
Porém, esse grupo peca em um aspecto no qual o terceiro grupo tem seu ponto forte: o inglês profissional. Ou seja, aquele voltado aos assuntos de interesse de uma empresa, podendo ser chamado de inglês técnico, composto por muitas palavras que são restritas a esse meio e apesar disso são utilizadas continuamente pelos profissionais dessa área. para falar a verdade, não me lembro de ter visto uma escola voltada especialmente para esse grupo, talvez não dê dinheiro...
No entanto, aquilo que muitas pessoas acreditam ser um bom inglês pode ser um mero inglês de turista ou um interessante inglês com fluência próxima àquela do nativo. Mas, o que muitas empresas preferem, para o desespero de alguns que fizeram séculos de intercâmbio, é o inglês técnico.
Dessa maneira, é necessário ter um bom conhecimento tanto no inglês do dia-a-dia (para sobreviver nas "ruas") quanto no técnico (para sobreviver na empresa).
Talvez na entrevista de emprego, seja de interesse da empresa averiguar a sua fluência em inglês técnico.
Tecnicamente, como vai seu inglês?
O mercado espera ansioso pela sua resposta.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Pai, pobre existe?

Manhã de sábado, crianças assistindo televisão e, de repente, começa uma reportagem sobre a realidade de pobreza extrema na África, naturalmente, elas trocam de canal, desenho animado é bem melhor. 
Sexta à noite, esposa assistindo televisão e, de repente, começa uma reportagem sobre a fome que grande parte dos africanos passa, naturalmente, ela troca de canal, novela é bem melhor.
Domingo à tarde, marido assistindo televisão e, de repente, começa uma reportagem sobre os principais jogadores de futebol da África, naturalmente, ele assiste, futebol é futebol.
Geralmente, as pessoas ignoram completamente a existência do pobre e quando, por ventura, se deparam com o mesmo, trocam de canal, afinal, tem coisas muito mais interessantes para serem feitas e "o pobre sempre existirá, inevitavelmente".
Colocar a culpa no sistema é uma desculpa esfarrapada, mas que tem certa lógica: uns poucos acumulam capital e a maioria esmagadora corre atrás de uma mísera parte desse dinheiro. Interessante, porém, certas pessoas nem oportunidade de correr tem. Culpa do sistema? "A sociedade sempre foi e sempre será assim."
Concordo com o fato de que aqueles que se esforçaram para ter um lugar à sombra (ao sol, é meio desconfortável...), merecem ter o tanto que tem. Mas e os que não tem? É porque não merecem?
Vivemos em uma sociedade extremamente consumista, na qual ter é bem mais importante do que ser, ou seja, tenho, logo, existo. Dessa maneira, na visão da parte rica da população, pobre não existe e, se existe, não faz a diferença. E quando esses mundos antagônicos se encontram, geralmente, é de forma violenta: roubos e por aí vai. Quem está errado: quem rouba para comer ou quem aceita passivamente o comportamento da sociedade?
Como diriam alguns: o pobre existe e está entre nós e cabe a nós ajudá-los.
Se você levou 5 minutos para ler esse texto, nesse tempo morreram 100 crianças de fome...
E você? Vai trocar de canal?

Clube dos Anjos - Luiz Fernando Veríssimo

"Enredo

O clube dos anjos é um livro onde a gula, um pecado capital, e a euforia do homem é relacionada de tal forma que podemos notar o desejo da fome. O livro conta a história de dez homens que, em uma tradição, reunem-se há 21 anos. Tudo começa com uma pequena reunião no "Alberi" e depois passam a freqüentar lugares de melhor qualidade tanto em ambiente quanto na comida. Quem conta toda a história é Daniel, que cita os dez amigos que fazem parte do "Clube do Picadinho". Ao conhecer Lucidio, um rapaz misterioso que cozinha muito bem, Daniel resolve fazer um jantar como nos velhos tempos, afinal, depois da morte do líder dos integrantes, Ramos, o clube nunca mais foi o mesmo.
Ao longo do livro, ele contará sobre a gula e a euforia que cada um dos integrantes desse grupo têm pela a comida. Todos (com exceção de Daniel) morrem, pois preferem prestigiar e saborear as delícias feitas por Lucídio à permanecerem vivos."
 Fonte: wikipedia

O que eu achei de mais intrigante nesse livro foi o fato de que as personagens, mesmo sabendo que iam morrer, pois, o cardápio do dia era simplesmente o favorito de cada uma, aceitavam o destino em prol do prazer indiscritível de comer o prato predileto, apesar de o mesmo estar envenenado.
Algo semelhante ocorre com os leitores, os quais conseguem entender o segredo da trama sem muita dificuldade e mesmo assim seguem a leitura até o fim, apesar de o desfecho ser óbvio.
Em certos momentos, há o uso de palavras de baixo calão, mas que não atrapalham o desenrolar da história, afinal, como o próprio autor, ironicamente, convida, o leitor pode ler o final da história quando quiser.
Bom livro, mas eu esperava algo a mais, que eu sabia que não viria, mas mesmo assim li até o final.
Talvez tenha algo subentendido no livro, e nada seja óbvio... Lucídio sendo o tinhoso castigando esses meros mortais gulosos (viajei legal).
Não vou revelar meu prato predileto por questões de segurança...

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Engenharia Mecânica - Guia do Estudante

Engenharia Mecânica

Bacharelado


Engenharia Mecânica pode ser uma boa escolha?

É a área da engenharia que cuida do desenvolvimento, do projeto, da construção e da manutenção de máquinas e equipamentos. O engenheiro mecânico desenvolve, projeta e supervisiona a produção de máquinas, equipamentos, veículos, sistemas de aquecimento e de refrigeração e ferramentas específicas da indústria mecânica. Calcula a quantidade necessária de matéria-prima, providencia moldes das peças que serão fabricadas, cria protótipos e testa os produtos obtidos. Organiza sistemas de armazenagem, supervisiona processos e define normas e procedimentos de segurança para a produção. Controla a qualidade, acompanhando e analisando testes de resistência, calibrando e conferindo medidas. Costuma trabalhar com engenheiros eletricistas, de materiais, de produção e de automação e controle, na montagem e automação de sistemas, na manutenção de aeronaves e na indústria de eletroeletrônicos. Pode dedicar-se à venda de máquinas e equipamentos.

O mercado de trabalho

O mercado de trabalho de engenharia está tão aquecido no Brasil que o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) antecipa uma escassez de mão de obra nos próximos anos, prevendo, inclusive, a busca por profissionais no exterior. "Existe uma demanda reprimida, e os engenheiros ganharam novo status no mercado de trabalho", afirma Franco Giuseppe Dedini, coordenador do curso da Unicamp. Para esses engenheiros, a demanda é maior em desenvolvimento de projeto, em que eles fazem análises numéricas, criam soluções tecnológicas, novos produtos e otimizações de sistemas. Todo o setor industrial necessita desse tipo de profissional. "O setor automotivo e o aeronáutico seguem como excelentes empregadores, mas a indústria de eletrodomésticos acena com boas oportunidades para os próximos anos", diz o coordenador. A região do ABC Paulista e cidades do interior como Campinas concentram muitas indústrias, por isso, demandam muitos profissionais. Mas outras cidades como Porto Alegre (RS) e Camaçari (BA) também apresentam oportunidades.
O curso

Além das disciplinas básicas de engenharia, entre elas física e matemática, o aluno assiste a aulas de termodinâmica, mecânica dos fluidos, transmissão de calor, resistência de materiais, processos de transformação, vibrações e sistemas mecânicos. Há muita atividade em laboratório, como desenvolvimento de ensaios e de protótipos e estudo de combustíveis alternativos e de tecnologia de ponta. Prepare-se para desenvolver sua habilidade em desenho, indispensável para o projeto de máquinas. O estágio supervisionado e o trabalho de conclusão de curso são obrigatórios. Fique de olho: Muitas escolas direcionam a formação para uma especialidade, como aeronáutica (ITA) e armamentos (IME). A UnB, campus Gama, oferece o curso de Engenharia Automotiva, voltado para a produção de veículos, e a Unicamp, campus de Limeira, tem Engenharia de Manufatura, focado em técnicas, processos e metodologias de fabricação.
Duração média: cinco anos (para mais...)
Outros nomes: Eng. Automotiva; Eng. de Manufatura; Eng. de Prod. Mecân.; Eng. Ind. Mecân.; Eng. Mecân. (autom. e sist.); Eng. Mecân. (contr. e autom.); Eng. Mecân. (ênf. em mecatr.); Eng. Mecân. (mecatr.); Eng. Mecân. e Ciên. dos Mat.; Eng. Mecân. Ind.

O que você pode fazer:

  • Máquinas e equipamentos

  • Projetar e coordenar a fabricação de moldes para ferramentas, máquinas e dispositivos para testes de resistência mecânica.
  • Pesquisa e desenvolvimento

  • Fazer protótipos de máquinas e realizar testes de produtos, para determinar modifi cações necessárias.
  • Processos

  • Pesquisar e desenvolver produtos e gerenciar as diversas etapas de sua fabricação.
  • Projeto

  • Planejar e instalar linhas de produção e fazer adaptações nas já existentes.
  • Vendas técnicas

  • Acompanhar a comercialização da produção e dar suporte técnico aos clientes.
(Logo, Engenharia Mecânica não cuida só de carros, como muita gente pensa...)

    quarta-feira, 11 de maio de 2011

    Estude primeiro, aprenda depois

    Em um dos meus muitos devaneios dentro do ônibus, me veio à mente, um velho dito: "O único lugar em que o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário". Pois bem, depois de refletir um pouco, pensei em algo bem parecido e que pode ser aplicado na vida estudantil: "O único lugar em que o aprendizado vem antes do estudo, também é no dicionário."
    Alguns devem estar discordando da segunda afirmativa, uma vez que acreditam que após o aprendizado tem-se o estudo e, inclusive, aplicam essa técnica em seu cotidiano. Apenas aguardam que o conteúdo as seja apresentado e, em seguida, estudam os ensinamentos que foram transmitidos pelo professor, no entanto, não tem em mente que nem sempre haverá o professor. Caso sigam seus ideais, alguns conhecimentos serão impossíveis de serem alcançados por essas pessoas, pois ninguém as passou o ensinamento.
    Outro argumento bem interessante que poderia ser apresentado a fim de mostrar que o propósito do presente texto está incorreto seria o de que algumas pessoas são auto-didatas, logo, não precisam de tutor, ou seja, aprendem primeiro sozinhas e depois estudam. Porém, o que elas fazem é justamente o contrário: estudam sozinhas para depois aprender, poderia até me arriscar a dizer: apreender o conhecimento.
    Pois bem, visto que o estudo precede o aprendizado, pode-se exemplificar tal processo através de uma aula de Biologia sobre vírus: alguns alunos (a maioria, infelizmente) aguardaria ansiosa que o professor as mostrasse o que é um vírus e gastaria praticamente todo o tempo da aula apenas nesse nível básico de conhecimento. Contudo, outros alunos, que, porventura, haviam estudado sobre o assunto antes, perguntariam a respeito das características que os diferenciam das bactérias. Dessa maneira, uma só aula teria um nível bem mais aprofundado e desafiador tanto para o discente quanto para o docente.
    Por isso, o hábito de estudar antes de receber o conteúdo é de suma importância no processo de aquisição de conhecimento e contribui, de forna surpreendente, para um bom rendimento acadêmico. Além disso, em uma mudança no comportamento: passando do passivo (que apenas recebe o conhecimento) para o ativo (que aprende valendo-se, principalmente, do conhecimento pré-adquirido em estudos).
    É importante ressaltar que é de interesse da maioria (se não todas) das empresas a contratação de profissionais com o perfil ativo. Por isso, estude primeiro e aprenda depois.

    O caçador de androides

    Imagine que uma catastrófica guerra nuclear tenha praticamente destruído o Planeta Terra, reduzindo as formas de vida a alguns seres humanos: uns com graves sequelas mentais, fruto da forte radioatividade; outros com boa sanidade mental e por serem abastados resolvem habitam Marte; e alguns que resolveram fazer da caça sua principal atividade. Animais em geral eram escassos e animais elétricos eram construídos.
    Pois bem, vale a pena ressaltar que a alta tecnologia da época permitiu a criação de seres semelhantes a humanos (androides) e que esses eram escravos de pessoas ricas.
    Porém, alguns deles se revoltaram e resolveram "tocar o terror" na Terra e caberia a alguns humanos (ou não) "tomar conta" deles.
    Rick Deckard é um caçador de androides que nessa história é incubido de caçar seis androides infiltrados em meio aos humanos.
    Em certas partes da trama, o caçador passa por momentos de crise emocional e pensa, inclusive, em poupar a vida de alguns androides, principalmente, uma do sexo feminino.
    Mas, passa  logo, e no final, ele aniquila todos os seis...
    O que me surpreendeu foi  o fato de que os androides se mostraram pouco inteligentes no que diz respeito em se organizar para atacar o caçador, o máximo que fazem é uma pequena armadilha para avisar que Rick estava chegando. E o pior, e decepcionante, para aqueles que gostam de ação, os androides mostram pouca resistência e são facilmente desligados...
    No entanto, apreciei o contexto geral. Um bom livro no ramo de ficção científica, mas, que em alguns momentos, é bem previsível.

    quinta-feira, 5 de maio de 2011

    Maldição dos deuses do futebol

    Eles devem estar observando calmamente o caminhar dos clubes brasileiros na Libertadores de 2011. Sentados em suas gigantescas poltronas acima das nuvens, os deuses do futebol, olham os gramados da América com uma certa incredulidade Talvez alguns deles, mesmo com secular experiência e vendo, ao passar dos tempos, resultados históricos (a final de 1950 é um bom exemplo) não apostaria que, em uma mesma noite (digna de ser apresentada em um filme de terror: Quarta-feira 4), quatro clubes brasileiros fossem eliminados da competição mais importante das Américas.
    O forte guerreiro e, às vezes, agressivo, Deus da Raça deve estar se perguntando: como foi que o Fluminense, capaz de reverter situações improváveis com muita disposição, disse adeus em terras paraguaias?
    O lendário Deus do Belo Futebol, raramente visto mundo afora, com exceção de uma certa cidade espanhola, deve estar coçando suas longas barbas e matutando sobre a despedida do Cruzeiro que praticava o mais belo futebol da competição.
    O Deus dos Campeões, que sempre acompanha de perto aqueles que levantaram a taça pela última vez, está pensando em como explicar a eliminação do Colorado em pleno Beira-Rio.
    O Deus do Tempo nem estava tão preocupado com o Grêmio, afinal, sua eliminação começou na semana anterior quando caiu em casa.
    E a culpa nem foi dos argentinos (lendários carrascos de equipes brazucas em competições continentais), mas, afinal, de quem foi?
    Sentados em uma nuvem distante e escura, estão os deuses maus: o Deus da Falta de Humildade, inspiração para aqueles que acham que vão passar fácil pelo adversário, o Deus do Mau Futebol, que volta e meia dá as caras no futebol brasileiro...
    Observando com os olhos atentos, está o Deus da Esperança, que acompanha os torcedores até o último segundo e que guiará o Santos em seu duro caminho pela América.
    Os deuses da Raça, do Belo Futebol, do Tempo a até o dos Campeões também estarão observando calmamente em suas confortáveis poltronas o desenrolar desse campeonato, mais um dentre tantos nesse mágico e imprevisível esporte chamado futebol.
    Mas, cuidado, nuvens escuras vindas de outros países sulamericanos prometem azucrinar a Libertadores do Peixe.
    Que os bons deuses estejam ao lado do Brasil, se não...