Olhares
Blog que diz alguma coisa sobre a vida de seu criador, tais como: gostos, atividades e algumas divagações
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Eu Real x Eu Virtual
Engraçado, não sei se meu Eu Real conversaria com meu Eu Virtual...
Porém, um diálogo entre eles seria até interessante.
Real: Você não passa de um perfil.
Virtual: Desculpa, mas eu tenho pelo menos 200 amigos a mais do que você.
Real: Mas fui eu quem aceitou todos eles.
Virtual: Alguns nem te conhecem, só me conhecem. Os únicos registros seus são uma foto nada a ver e um punhado de informações que todo mundo já está careca de saber.
Real: Não me aborreça, eu posso te deletar e eu sei muito bem como fazer isso...
Virtual: E acabar com sua vida social? Eu te informo sobre o mundo, sobre aqueles que você não vê todos os dias, sobre aqueles que você gostaria de ver todos os dias...
Real: Escapou por pouco. Porém, eu posso ouvir e tocar as pessoas. E agora o que você me diz, bonzão?
Virtual: Mas no seu mundo, você não é capaz de dizer tudo o que eu digo, tem medo dos outros, vive se escondendo. Cria coragem quando não conversa pessoalmente, pois é muito fácil sair da Internet ou desligar o computador.
Real: Eu sou real.
Virtual: Você me criou, só isso. #FATO
Real: Você é uma mera cópia distorcida daquilo que eu revelo e nem me conhece por completo.
Virtual: Eu sou o que você queria ser e tenta desesperadamente sustentar essa imagem. Não é?
Real: Vou te ignorar...
Virtual: Sei, você não seria capaz disso. Quer ver? Chegou notificação, aquela pessoa te mandou...
Real: Mandou o quê? Abre logo.
Virtual: Nada, só estava te testando...
Real: Grandes coisas e o que mais você sabe fazer?
Virtual: Não seja irônico. Faço sua atividade predileta, algo que você não tem a caarade pau de perguntar...
Real: Fala logo.
Virtual: Saber sobre o status de relacionamento e a vida das pessoas...
Real: Espertinho, mas isso faz sentido...
Virtual: Então? Vai me deletar?
Real: Não dessa vez, seu chantagista.
Virtual: Sou quase humano.
Real: Você está de zueira, né?! Você não passa de um amontoado de bytes ou sei lá do que você é feito...
Virtual: Grandes coisas, amontoado de moléculas...
Real: Não compartilho o seu pensamento, se é que você pensa...
Virtual: Não curti o que você disse, feriu meus sentimentos, se não parar, vou ter que te excluir da minha lista de amigos.
Real: Acredito que você me complementa, um não pode viver sem o outro.
Virtual: Deixa de viadagem...
Real: Eu só estava te testando.
Virtual: Mas se pararmos para pensar, onde está a verdade?
Real: Na realidade, no meu mundo. O seu é apenas uma ferramenta para fazer nossa vida um pouco melhor.
Virtual: E se o seu real for o virtual de algum outro ponto, algum outro mundo?
Real: Como?
Virtual: Nada não, só estava atualizando meu status.
Porém, um diálogo entre eles seria até interessante.
Real: Você não passa de um perfil.
Virtual: Desculpa, mas eu tenho pelo menos 200 amigos a mais do que você.
Real: Mas fui eu quem aceitou todos eles.
Virtual: Alguns nem te conhecem, só me conhecem. Os únicos registros seus são uma foto nada a ver e um punhado de informações que todo mundo já está careca de saber.
Real: Não me aborreça, eu posso te deletar e eu sei muito bem como fazer isso...
Virtual: E acabar com sua vida social? Eu te informo sobre o mundo, sobre aqueles que você não vê todos os dias, sobre aqueles que você gostaria de ver todos os dias...
Real: Escapou por pouco. Porém, eu posso ouvir e tocar as pessoas. E agora o que você me diz, bonzão?
Virtual: Mas no seu mundo, você não é capaz de dizer tudo o que eu digo, tem medo dos outros, vive se escondendo. Cria coragem quando não conversa pessoalmente, pois é muito fácil sair da Internet ou desligar o computador.
Real: Eu sou real.
Virtual: Você me criou, só isso. #FATO
Real: Você é uma mera cópia distorcida daquilo que eu revelo e nem me conhece por completo.
Virtual: Eu sou o que você queria ser e tenta desesperadamente sustentar essa imagem. Não é?
Real: Vou te ignorar...
Virtual: Sei, você não seria capaz disso. Quer ver? Chegou notificação, aquela pessoa te mandou...
Real: Mandou o quê? Abre logo.
Virtual: Nada, só estava te testando...
Real: Grandes coisas e o que mais você sabe fazer?
Virtual: Não seja irônico. Faço sua atividade predileta, algo que você não tem a caarade pau de perguntar...
Real: Fala logo.
Virtual: Saber sobre o status de relacionamento e a vida das pessoas...
Real: Espertinho, mas isso faz sentido...
Virtual: Então? Vai me deletar?
Real: Não dessa vez, seu chantagista.
Virtual: Sou quase humano.
Real: Você está de zueira, né?! Você não passa de um amontoado de bytes ou sei lá do que você é feito...
Virtual: Grandes coisas, amontoado de moléculas...
Real: Não compartilho o seu pensamento, se é que você pensa...
Virtual: Não curti o que você disse, feriu meus sentimentos, se não parar, vou ter que te excluir da minha lista de amigos.
Real: Acredito que você me complementa, um não pode viver sem o outro.
Virtual: Deixa de viadagem...
Real: Eu só estava te testando.
Virtual: Mas se pararmos para pensar, onde está a verdade?
Real: Na realidade, no meu mundo. O seu é apenas uma ferramenta para fazer nossa vida um pouco melhor.
Virtual: E se o seu real for o virtual de algum outro ponto, algum outro mundo?
Real: Como?
Virtual: Nada não, só estava atualizando meu status.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Pai, pobre existe?
Manhã de sábado, crianças assistindo televisão e, de repente, começa uma reportagem sobre a realidade de pobreza extrema na África, naturalmente, elas trocam de canal, desenho animado é bem melhor.
Sexta à noite, esposa assistindo televisão e, de repente, começa uma reportagem sobre a fome que grande parte dos africanos passa, naturalmente, ela troca de canal, novela é bem melhor.
Domingo à tarde, marido assistindo televisão e, de repente, começa uma reportagem sobre os principais jogadores de futebol da África, naturalmente, ele assiste, futebol é futebol.
Geralmente, as pessoas ignoram completamente a existência do pobre e quando, por ventura, se deparam com o mesmo, trocam de canal, afinal, tem coisas muito mais interessantes para serem feitas e "o pobre sempre existirá, inevitavelmente".
Colocar a culpa no sistema é uma desculpa esfarrapada, mas que tem certa lógica: uns poucos acumulam capital e a maioria esmagadora corre atrás de uma mísera parte desse dinheiro. Interessante, porém, certas pessoas nem oportunidade de correr tem. Culpa do sistema? "A sociedade sempre foi e sempre será assim."
Concordo com o fato de que aqueles que se esforçaram para ter um lugar à sombra (ao sol, é meio desconfortável...), merecem ter o tanto que tem. Mas e os que não tem? É porque não merecem?
Vivemos em uma sociedade extremamente consumista, na qual ter é bem mais importante do que ser, ou seja, tenho, logo, existo. Dessa maneira, na visão da parte rica da população, pobre não existe e, se existe, não faz a diferença. E quando esses mundos antagônicos se encontram, geralmente, é de forma violenta: roubos e por aí vai. Quem está errado: quem rouba para comer ou quem aceita passivamente o comportamento da sociedade?
Como diriam alguns: o pobre existe e está entre nós e cabe a nós ajudá-los.
Se você levou 5 minutos para ler esse texto, nesse tempo morreram 100 crianças de fome...
E você? Vai trocar de canal?
Sexta à noite, esposa assistindo televisão e, de repente, começa uma reportagem sobre a fome que grande parte dos africanos passa, naturalmente, ela troca de canal, novela é bem melhor.
Domingo à tarde, marido assistindo televisão e, de repente, começa uma reportagem sobre os principais jogadores de futebol da África, naturalmente, ele assiste, futebol é futebol.
Geralmente, as pessoas ignoram completamente a existência do pobre e quando, por ventura, se deparam com o mesmo, trocam de canal, afinal, tem coisas muito mais interessantes para serem feitas e "o pobre sempre existirá, inevitavelmente".
Colocar a culpa no sistema é uma desculpa esfarrapada, mas que tem certa lógica: uns poucos acumulam capital e a maioria esmagadora corre atrás de uma mísera parte desse dinheiro. Interessante, porém, certas pessoas nem oportunidade de correr tem. Culpa do sistema? "A sociedade sempre foi e sempre será assim."
Concordo com o fato de que aqueles que se esforçaram para ter um lugar à sombra (ao sol, é meio desconfortável...), merecem ter o tanto que tem. Mas e os que não tem? É porque não merecem?
Vivemos em uma sociedade extremamente consumista, na qual ter é bem mais importante do que ser, ou seja, tenho, logo, existo. Dessa maneira, na visão da parte rica da população, pobre não existe e, se existe, não faz a diferença. E quando esses mundos antagônicos se encontram, geralmente, é de forma violenta: roubos e por aí vai. Quem está errado: quem rouba para comer ou quem aceita passivamente o comportamento da sociedade?
Como diriam alguns: o pobre existe e está entre nós e cabe a nós ajudá-los.
Se você levou 5 minutos para ler esse texto, nesse tempo morreram 100 crianças de fome...
E você? Vai trocar de canal?
terça-feira, 3 de maio de 2011
O correto é o meu certo
Quem nunca ouviu a velha máxima de que tudo depende de um referencial?
Certamente, muitos se lembrarão das aulas de Cinemática, uma vez que para dizer se algo está em movimento, tem-se, primeiramente, que se observar o referencial. Simples, se dois carros (ou qualquer outra coisa que possa se mover, mas eu prefiro carros) estão a 200 quilômetros por hora, os dois estão parados. Não é ideia de maluco não, se tomarmos um dos veículos como referencial para o outro, a afirmativa estará corretíssima. Poderia ir bem mais longe e tratar da Teoria da Relatividade, porém, a Física não é o propósito desse texto.
Pois bem, o referencial não é aplicável apenas a coisas, mas também a conceitos fundamentais da sociedade, por exemplo, o bem e o mal.
Geralmente, reconhecemos como bom aquilo que vai de acordo com as nossas crenças e o perfil da sociedade na qual estamos inseridos e como mau, o que diverge dos preceitos moralmente aceitos pela mesma. Talvez pelo desejo de se firmar pessoalmente e de se inserirem com segurança na sociedade, as pessoas se unam a grupos de diversos tipos e com inúmeros ideais. Porém, o mais preocupante disso tudo é o fato de enxergar os outros grupos como ameaças e não aceitá-los.
Exemplos inundam os noticiários e o dia-a-dia: meu time é o certo e o seu é o errado, meu jeito de ser é certo e o seu errado, minha religião é certa e a sua errada, meu Deus (ou deuses) é o certo e o seu errado, meu país é o certo e o seu errado e por aí vai. Consequências dessas simples escolhas vão desde brigas de trânsito até guerras nucleares. Poderia escrever um denso artigo sobre cada uma delas e ainda teria assunto para um livro...
O outro passa a ser uma ameaça constante e a decisão mais primitiva e irracional de todas é tomada. Desde os tempos remotos, é de preocupação do homem, a defesa de seu território e propriedade, mas, também era interessante ao mesmo demonstrar seu poder por meio da dominação de outros territórios e, se necessário, o extermínio dos nativos. Logo, apenas se extremamente necessário, deve-se acabar com todo e qualquer tipo de mal, se o outro é mau e incomoda a minha sociedade...
O problema disso tudo reside no fato de que para o outro: todos somos outros e, por definição, somos maus, apesar de nos acharmos muito bons.
Então, essa história nunca terá um fim, a não ser que saiamos de todo e qualquer tipo de sociedade e analisemos calmamente o conceito de bem e mal. Porém, não estou com vontade de descobrir que, dependendo do referencial, estou parado no meu preconceito junto com minha bondosa (ou não) sociedade.
Certamente, muitos se lembrarão das aulas de Cinemática, uma vez que para dizer se algo está em movimento, tem-se, primeiramente, que se observar o referencial. Simples, se dois carros (ou qualquer outra coisa que possa se mover, mas eu prefiro carros) estão a 200 quilômetros por hora, os dois estão parados. Não é ideia de maluco não, se tomarmos um dos veículos como referencial para o outro, a afirmativa estará corretíssima. Poderia ir bem mais longe e tratar da Teoria da Relatividade, porém, a Física não é o propósito desse texto.
Pois bem, o referencial não é aplicável apenas a coisas, mas também a conceitos fundamentais da sociedade, por exemplo, o bem e o mal.
Geralmente, reconhecemos como bom aquilo que vai de acordo com as nossas crenças e o perfil da sociedade na qual estamos inseridos e como mau, o que diverge dos preceitos moralmente aceitos pela mesma. Talvez pelo desejo de se firmar pessoalmente e de se inserirem com segurança na sociedade, as pessoas se unam a grupos de diversos tipos e com inúmeros ideais. Porém, o mais preocupante disso tudo é o fato de enxergar os outros grupos como ameaças e não aceitá-los.
Exemplos inundam os noticiários e o dia-a-dia: meu time é o certo e o seu é o errado, meu jeito de ser é certo e o seu errado, minha religião é certa e a sua errada, meu Deus (ou deuses) é o certo e o seu errado, meu país é o certo e o seu errado e por aí vai. Consequências dessas simples escolhas vão desde brigas de trânsito até guerras nucleares. Poderia escrever um denso artigo sobre cada uma delas e ainda teria assunto para um livro...
O outro passa a ser uma ameaça constante e a decisão mais primitiva e irracional de todas é tomada. Desde os tempos remotos, é de preocupação do homem, a defesa de seu território e propriedade, mas, também era interessante ao mesmo demonstrar seu poder por meio da dominação de outros territórios e, se necessário, o extermínio dos nativos. Logo, apenas se extremamente necessário, deve-se acabar com todo e qualquer tipo de mal, se o outro é mau e incomoda a minha sociedade...
O problema disso tudo reside no fato de que para o outro: todos somos outros e, por definição, somos maus, apesar de nos acharmos muito bons.
Então, essa história nunca terá um fim, a não ser que saiamos de todo e qualquer tipo de sociedade e analisemos calmamente o conceito de bem e mal. Porém, não estou com vontade de descobrir que, dependendo do referencial, estou parado no meu preconceito junto com minha bondosa (ou não) sociedade.
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