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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Clube dos Anjos - Luiz Fernando Veríssimo

"Enredo

O clube dos anjos é um livro onde a gula, um pecado capital, e a euforia do homem é relacionada de tal forma que podemos notar o desejo da fome. O livro conta a história de dez homens que, em uma tradição, reunem-se há 21 anos. Tudo começa com uma pequena reunião no "Alberi" e depois passam a freqüentar lugares de melhor qualidade tanto em ambiente quanto na comida. Quem conta toda a história é Daniel, que cita os dez amigos que fazem parte do "Clube do Picadinho". Ao conhecer Lucidio, um rapaz misterioso que cozinha muito bem, Daniel resolve fazer um jantar como nos velhos tempos, afinal, depois da morte do líder dos integrantes, Ramos, o clube nunca mais foi o mesmo.
Ao longo do livro, ele contará sobre a gula e a euforia que cada um dos integrantes desse grupo têm pela a comida. Todos (com exceção de Daniel) morrem, pois preferem prestigiar e saborear as delícias feitas por Lucídio à permanecerem vivos."
 Fonte: wikipedia

O que eu achei de mais intrigante nesse livro foi o fato de que as personagens, mesmo sabendo que iam morrer, pois, o cardápio do dia era simplesmente o favorito de cada uma, aceitavam o destino em prol do prazer indiscritível de comer o prato predileto, apesar de o mesmo estar envenenado.
Algo semelhante ocorre com os leitores, os quais conseguem entender o segredo da trama sem muita dificuldade e mesmo assim seguem a leitura até o fim, apesar de o desfecho ser óbvio.
Em certos momentos, há o uso de palavras de baixo calão, mas que não atrapalham o desenrolar da história, afinal, como o próprio autor, ironicamente, convida, o leitor pode ler o final da história quando quiser.
Bom livro, mas eu esperava algo a mais, que eu sabia que não viria, mas mesmo assim li até o final.
Talvez tenha algo subentendido no livro, e nada seja óbvio... Lucídio sendo o tinhoso castigando esses meros mortais gulosos (viajei legal).
Não vou revelar meu prato predileto por questões de segurança...

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O caçador de androides

Imagine que uma catastrófica guerra nuclear tenha praticamente destruído o Planeta Terra, reduzindo as formas de vida a alguns seres humanos: uns com graves sequelas mentais, fruto da forte radioatividade; outros com boa sanidade mental e por serem abastados resolvem habitam Marte; e alguns que resolveram fazer da caça sua principal atividade. Animais em geral eram escassos e animais elétricos eram construídos.
Pois bem, vale a pena ressaltar que a alta tecnologia da época permitiu a criação de seres semelhantes a humanos (androides) e que esses eram escravos de pessoas ricas.
Porém, alguns deles se revoltaram e resolveram "tocar o terror" na Terra e caberia a alguns humanos (ou não) "tomar conta" deles.
Rick Deckard é um caçador de androides que nessa história é incubido de caçar seis androides infiltrados em meio aos humanos.
Em certas partes da trama, o caçador passa por momentos de crise emocional e pensa, inclusive, em poupar a vida de alguns androides, principalmente, uma do sexo feminino.
Mas, passa  logo, e no final, ele aniquila todos os seis...
O que me surpreendeu foi  o fato de que os androides se mostraram pouco inteligentes no que diz respeito em se organizar para atacar o caçador, o máximo que fazem é uma pequena armadilha para avisar que Rick estava chegando. E o pior, e decepcionante, para aqueles que gostam de ação, os androides mostram pouca resistência e são facilmente desligados...
No entanto, apreciei o contexto geral. Um bom livro no ramo de ficção científica, mas, que em alguns momentos, é bem previsível.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

1808 Laurentino Gomes


Não sou bom em resenhas, mas não devo ser tão ruim assim...
O livro 1808 é, a princípio, apenas um livro de história, porém, o autor de maneira magnífica consegue atrair a atenção do leitor para , aproximadamente, 200 anos atrás.
Naquela época, a cidade do Rio era totalmente diferente do que é hoje, tanto no visual quanto no pensamento das pessoas.
O livro 1808 consegue desmitificar algumas visões que muitos têm da família real. D. João VI nem era tão medroso assim...
Acredito que, depois de ter lido o livro consegui compreender melhor, alguns aspectos da História.
Pena que quando eu fazia o ensino médio nem conhecia essa obra...